

122 - Fuga da poesia Não sei ao certo quando aconteceu. Só sei que aconteceu e somente agora percebo de fato e lamento o ocorrido. Não sei quando a poesia em mim morreu, a criatividade, os surtos momentâneos e devastadores de mais pura inspiração. Essa poesia simples: de quem pouco sabe do que faz, essa criatividade crua: sem censuras e contravenções, essa inspiração inesperada: que simplesmente surgia por meio de frases desconexas em minha mente. O período mais produtivo de minha vida se foi, e eu tenho apenas 18 anos. Foram-se os tempos em qu122 - Fuga da poesia